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  • 02/08/2021

    Fundação Telefônica Vivo comemora dois anos da 42 SP no Brasil e lança websérie “Hello, World”

    A 42 SP, primeira unidade na América Latina do disruptivo método de ensino nascido na França, completa dois anos no Brasil com cerca de 300 cadetes, como são chamados os alunos, e metodologia totalmente adaptada ao cenário de ensino online em meio à pandemia. Em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, a 42 SP foi a primeira unidade da América Latina, que funciona com aprendizagem coletiva, onde se aprende e se ensina,  sem professores, sem sala de aula e sem custo nenhum para o estudante, na qual qualquer pessoa maior de 18 anos que tenha determinação e vontade de aprender pode participar.

    Com o objetivo de também promover a inclusão e diversidade dentro do contexto de ensino de tecnologia e programação, a 42 SP conta com esforços constantes de atrair mulheres para o setor, assim como cadetes de diferentes vivências. Hoje, 25% são mulheres, número significativo quando comparado com o mercado de tecnologia, em que este dado não passa de 19%, de acordo com pesquisa recente, além de 15% dos estudantes serem bolsistas, que recebem auxílio financeiro para manter os estudos.

    Hello, World / Alô, Mundo

    E, em comemoração ao aniversário de dois anos da 42 SP no Brasil, a Fundação Telefônica Vivo está lançando a websérie “Hello, World/Alô, Mundo”, que provoca o diálogo e reflexão sobre o impacto da tecnologia em diversos aspectos da vida. Em seis vídeos pílula de cerca de um minuto e meio, irão falar como as novas tecnologias impactam a educação e o mercado de trabalho, assim como isso se relaciona com os dias de hoje e o futuro. Muito além de explicar essas mudanças, o objetivo é mostrar as possibilidades que foram criadas com as tecnologias, de forma que apoie as pessoas que estão vivendo essas transformações, ilustrando quais caminhos é possível seguir para acompanhar a transformação digital.

    Os vídeos contam com pensamentos e experiências de especialistas e pessoas envolvidas com a 42 SP, que trazem novas provocações e explicações acerca do tema. Serão publicados seis vídeos, ao longo do mês de agosto, no Youtube da Fundação, com os seguintes temas:

    1. “A humanidade e a tecnologia”, com participação do jornalista educador e apresentador Marcelo Tas e da diretora da 42 SP, Karen Kanaan, em que serão discutidas a importância das conexões humanas, as transformações das relações ao decorrer da história juntamente com a tecnologia, e o conceito de “human coders”, amplamente utilizado na 42.

    2. “Transformação digital”, com Nina Silva, sócia-fundadora do Movimento Black Money, e Adriana Lika, diretora de BI e Big data da Vivo. O episódio traz a relação cada vez mais forte do ser humano com a tecnologia e como a transformação digital está ajudando a moldar nossa sociedade e o impacto destas novas tecnologias no futuro do trabalho.

    3. “Novas profissões”, com Daniela Klaiman, futurista e consultora, e Paula Hemsi, atriz, diretora criativa e estudante da 42 SP. O vídeo traz o futuro do trabalho, qual o perfil profissional diante do dinamismo das transformações e dos novos desafios e a importâncias das habilidades e competências socioemocionais.

    4. “Habilidades e competências essenciais”, com Ana Lucia Fontes, fundadora e presidente na Instituto Rede Mulher Empreendedora, e Luiz Medici, VP de Dados e Inteligência Artificial da Vivo. Neste vídeo, serão investigadas as habilidades e competências essenciais para, além de se destacar em um mundo cada vez mais digital, encontrar soluções criativas, empáticas e que diferem os homens das máquinas.

    5. “Novas formas de aprender e reaprender”, com Lilian Bacich, educadora e cofundadora da Tríade Educacional, e Laercio Candido, professor de libras e estudante da 42 SP. Aqui será discutido o impacto da tecnologia nas formas de aprender e reaprender, e destacar os caminhos para um aprendizado mais diverso, inclusivo e coletivo.

    6. “Código plural”, com Sil Bahia, codiretora-executiva do Olabi e coordenadora da PretaLab, e Gustavo Glasser, CEO da Carambola. O último vídeo da série traz a importância da diversidade e como a tecnologia pode ajudar a deixar os espaços mais inclusivos.

    Adaptação do modelo de ensino na pandemia

    Entre os maiores desafios da 42 desde a chegada no Brasil foi, sem dúvida, adaptar todo o processo de seleção e ensino presencial ao modelo online em função da pandemia. Com metodologia totalmente remodelada, hoje a 42 segue as atividades normalmente, sem nenhum prejuízo aos estudantes.

    O método funciona de forma colaborativa, onde os participantes são responsáveis por seu próprio sucesso e pelo de seus colegas em um método 100% baseado em projetos. Para progredir, eles precisam contar com a força do grupo, dar e receber informações, trocando de papéis constantemente para ajudarem os outros e serem ajudados.

    Os jogos, primeira fase do processo seletivo, que até então acontecia uma vez ao ano, passou a ficar aberto constantemente e as pessoas podem aplicar a cada seis meses no caso de não ser aprovado. O checkin, que tem o objetivo de apresentar realmente como funciona a 42 na prática e familiarizar os candidatos com o método, passou a ser 100% em ambiente online, ainda que com obrigatoriedade de agendamento e presença para manutenção da dinâmica. A piscina, momento mais intenso do processo, ganhou a versão “basecamp”, também online. Ao ingressar na 42 SP, os estudantes passam a fazer parte de comunidades. Os grupos se dividem em “vilas”, que são pequenos grupos de seis alunos para facilitar o aprendizado e as trocas entre as equipes.  Todo o programa é dividido em ciclos de aprendizado e totalmente gamificado – as pessoas, por exemplo, ganham ou perdem pontos conforme avança na entrega dos projetos.

    A adaptação para o formato online trouxe muitos aprendizados e, após ajustes durante o período, nota-se o quanto foi possível escalonar o método. Com o basecamp, é possível receber até 300 pessoas por vez mantendo a qualidade das entregas, o que possibilita ter um número ainda maior de turmas por ano. A adaptação do presencial para o online em função da pandemia foi realizado ao longo do ano passado como um projeto piloto da 42 SP e se consolidou para manter a atuação este ano, cuja expectativa é de ter cinco basecamps. “Hoje é possível enxergar com clareza as melhores características e maiores desafios do online”, explica Karen Kanaan, diretora da 42 São Paulo. “O excesso de flexibilidade, por exemplo, dificulta a manutenção do ritmo. Para resolver isso, definimos ritmos médios para conclusão”. Os cadetes são informados, por exemplo, de que, com uma dedicação de 20 horas por semana, acabam a primeira fase (níveis 1 a 7, equivalentes a uma graduação em engenharia de software) em 17 meses. Com uma dedicação de 35 horas por semana, esse tempo é reduzido para 10 meses. “Isso foi importante para terem metas claras e impactou em 35% mais progresso ao longo do ano passado”, reforça. O modelo brasileiro teve adesão tão significativa que já foi exportado para cinco países – Malásia, Alemanha, Bélgica, Espanha e França.

    O objetivo, no entanto, não é tornar a 42 um método totalmente online. “O modelo de trocas e colaboração original é reforçado no presencial e, no momento em que for seguro para todos, queremos mesclar os benefícios de cada um”, explica Americo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo que, há mais de 22 anos no Brasil, atua diretamente na área de educação, com o desenvolvimento e inclusão digital de estudantes e educadores.

    Por meio de projetos que estimulam novas oportunidades de ensino e aprendizagem, a Fundação já estimula e trabalha com formatos híbridos de ensino, que mesclam o presencial e o digital, não necessariamente em proporções iguais, mas de forma complementar. Isso porque, embora importante no processo de aprendizagem, a tecnologia é apenas uma das dimensões da inovação educativa, juntamente com a formação dos professores para incorporação de novas práticas pedagógicas, conteúdos diferenciados, espaço físico, internet de boa qualidade, computadores, dentre outros. A soma dessas características tem impacto mais significativo no desenvolvimento, principalmente de habilidades socioemocionais, característica fundamental para formação de pessoas e aspecto essencial na metodologia da 42. “Acreditamos muito no modelo disruptivo da 42 SP, especialmente pelo desenvolvimento de ‘soft skills’. Não se trata de formar apenas programadores, mas também capacitar pessoas para um mundo cada vez mais impactado pela tecnologia, onde a complexidade e a velocidade de mudança aumentam a cada dia”, conclui Mattar.

    Reconhecimento

    A Ecole 42 (como metodologia global) foi considerada uma das escolas mais inovadoras do mundo, segundo WURI 2021 – World Universities with Real Impact: está na 10º posição do ranking das 100 escolas mais inovadoras do mundo e a 1º de maior valor ético, especialmente por oferecer ensino gratuito, trabalhar sem professores, com aprendizagem baseada em projetos e gamificação, e alunos orientados entre si.

    O ranking global de universidade inovadora é desenvolvido pela união de 4 instituições – Liga Hanseática de Universidades (HLU), o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR), a Universidade Franklin da Suíça e o Instituto de Política e Estratégia sobre Competitividade Nacional (IPSNC). O objetivo é estimular e avaliar os esforços das universidades para fomentar a força de trabalho que atenda à demanda da indústria e da sociedade. O ranking WURI é composto por cinco rankings.  Uma lista geral de 100 melhores e mais 50 melhores em cada uma das seguintes áreas: Aplicação Industrial, Espírito Empreendedor, Valor Ético, Mobilidade Estudantil e Abertura.

    Enquanto os sistemas de classificação tradicionais pesam sobre as métricas quantitativas para avaliar as universidades, como o número de publicações em periódicos e a taxa de emprego dos graduados, o WURI é responsável pelos aspectos mais qualitativos ao avaliar os programas inovadores das universidades. Além disso, ao contrário das classificações tradicionais que avaliam apenas o tipo de universidades tradicionais credenciadas, o WURI tentou refletir a perspectiva da geração mais jovem de alunos. 

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