Compromisso baixo carbono
A conectividade é a base sobre a qual nossos negócios se fundamentam. Por isso, trabalhamos para tornar nossa rede mais sustentável, com baixa emissão e mais eficiente, reduzindo nossos impactos no meio ambiente como forma de contribuição a uma economia de baixo carbono.
Investimos e aprimoramos nossa performance ambiental em sinergia com as metas globais estabelecidas pelo Grupo Telefônica. Essas metas são respaldadas pela ciência e validadas pela iniciativa SBTI (Science-based Target initiative), que incentiva as empresas a estabelecerem compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa, contribuindo efetivamente para o combate ao aquecimento global.
Somos a única empresa do setor no Brasil, pela 5ª vez consecutiva, entre as empresas Líderes em Mudanças Climáticas pelo CDP e estamos entre as empresas líderes em sustentabilidade pelo Índice de Sustentabilidade Empresarial - ISE B3 e ocupamos o 6º lugar do setor com o melhor desempenho na Avaliação de Sustentabilidade Corporativa da S&P Global (CSA) - questionário global que analisa as práticas de sustentabilidade das empresas.
A Telefônica Brasil tem como objetivo climático tornar-se uma companhia Net Zero até 2035. Isso significa reduzir as emissões dos Escopos 1, 2 e 3 a um nível consistente, alinhadas ao cenário de 1,5 ºC, e neutralizar as emissões residuais.
Conheça a seguir os objetivos da companhia para o curto (2025), médio (2030) e longo prazo (2035):
- Reduzir em 95% do consumo de energia por unidade de tráfego (MWh/PB) até 2030 em relação a 2015;
- Continuar com eletricidade 100% renovável, expandindo o projeto de geração distribuída;
- Manter a redução de 90% nas emissões dos escopos 1 e 2 com relação a 2015;
- Compensar/neutralizar as emissões residuais dos Escopos 1 e 2;
- Reduzir em 56% as emissões da cadeia de valor (Escopo 3) até 2030, com relação a 2016;
- Reduzir em 90% as emissões da cadeia de valor (Escopo 3) até 2035, na comparação com 2016;
- Restaurar e proteger 800 hectares de floresta amazônica nos próximos 30 anos, com a regeneração e conservação de cerca de 900 mil árvores nativas;
- Contribuir para que os clientes reduzam suas emissões por meio de serviços de conectividade e Eco Smart.
Estamos empenhados em liderar a transição para um futuro de baixo carbono. Somos signatários do RE100, iniciativa que reúne companhias do mundo todo comprometidas a atingir 100% de consumo de energia renovável em suas operações. Embasados na Política Energética, contamos com um Plano de Energia Renovável e um Programa de Eficiência Energética que auxiliam no combate às mudanças climáticas. Desde 2018, adotamos o consumo de energia elétrica proveniente 100% de fontes renováveis, por meio de uma combinação de aquisição de energia renovável no mercado livre, implantação de projetos em geração distribuída e compra de certificados (IRECs), antecipando a meta estabelecida em 12 anos. No período de 2010 a 2024, por meio de nossos projetos de eficiência energética, alcançamos uma economia de, aproximadamente, 700 GWh (gigawatt-hora).
Como parte da nossa estratégia de gestão de riscos climáticos, fundamental para regionalizar fontes de geração e garantir a confiabilidade do fornecimento de energia, continuamos a avançar no uso eficiente da energia necessária, implantando medidas de automação, otimização e modernização de equipamentos e eliminando redundância da rede.
Além disso, desde 2019, compensamos as emissões que não podemos evitar por meio de projetos de créditos de carbono com benefícios sociais e ambientais, e avançamos fortemente em nossas iniciativas para redução das emissões de CO2.
A compensação das nossas emissões tem como critério a aquisição de créditos de carbono provenientes de projetos de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). Esses projetos incluem a preservação da vegetação nativa das florestas brasileiras e reflorestamento e restauração de ecossistemas com espécies nativas. Ademais, os projetos devem garantir permanência e gerar impacto positivo a biodiversidade local e na comunidade ao redor, buscando contribuir, na medida do possível, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), respeitando os direitos das comunidades locais e dos povos indígenas. Adicionalmente, para garantir a qualidade e a integridade dos projetos, eles devem ser certificados por padrões nacionais e internacionais. Os investimentos da Vivo nos projetos que geram créditos de carbono já possibilitaram a conservação e restauro de centenas de hectares e milhares de árvores.
Agora, por meio do Projeto Floresta Futuro Vivo, assumimos um compromisso de 30 anos com o meio ambiente, prevendo restaurar e proteger 800 hectares de floresta nativa no bioma amazônico. A iniciativa irá contar com o plantio, regeneração e conservação cerca de 900 mil árvores de mais de 30 espécies arbóreas, como ipê, jatobá, sumaúma e paricá.
O projeto visa criar conexões na paisagem que facilitem a migração e proteção de espécies ameaçadas de fauna e flora, além de impulsionar a bioeconomia local. Também queremos fomentar cadeias produtivas que gerem renda sem desmatamento e promover o manejo sustentável de recursos florestais, como sementes e frutos, fortalecendo a ligação das comunidades tradicionais com seu território.
A Floresta Futuro Vivo destaca-se por dar protagonismo à flora e fauna brasileiras, servindo como um exemplo inspirador de regeneração para o mundo. É a Vivo acreditando no potencial do Brasil como um grande provedor de soluções baseadas na natureza nesta jornada para frear as mudanças climáticas.
Como forma de avaliar o nosso impacto e definir estratégias para mitigá-lo, monitoramos, desde 2010, as emissões geradas em nossa operação seguindo as diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol. Desde 2012, nosso inventário é qualificado com o Selo Ouro – a melhor classificação aplicável na plataforma, que evidencia a asseguração externa dos dados.
Em 2023 alcançamos o objetivo intermediário de reduzir 90% nossas emissões de Escopos 1 e 2, meta inicialmente estabelecida para o ano de 2030. Em 2024, passamos a adotar os fatores de emissão do Sexto Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) – AR6 e, mesmo com o aumento desses fatores, conseguimos manter a redução das emissões no patamar anteriormente alcançado.
Riscos e Oportunidades
Na Vivo, reconhecemos que os riscos climáticos são fatores sistêmicos capazes de afetar a companhia em diversas frentes, incluindo aspectos socioeconômicos, financeiros e ambientais. Estamos cientes dos desafios que enfrentamos e, para assegurar a resiliência das nossas operações, monitoramos tanto os fatores internos quanto externos que possam nos impactar. Isso inclui uma análise contínua dos riscos climáticos, os quais se integram à avaliação global de riscos. Também adotamos abordagem proativa, realizando avaliações periódicas para quantificar o impacto potencial de eventos climáticos adversos no fluxo de caixa operacional, levando em consideração tanto os riscos físicos (crônicos e agudos) quanto os de transição. Garantimos transparência e responsabilidade em nossa gestão de riscos, reportando regularmente ao Comitê de Auditoria e Controle as avaliações.
Avaliação de riscos e oportunidades
Com base nas recentes atualizações do Sexto Relatório de Avaliação (AR6) do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), realizamos uma análise detalhada dos riscos climáticos, considerando os cenários Shared Socio-Economic Pathways (SSP). Os riscos físicos foram avaliados utilizando projeções de variáveis climáticas para três diferentes cenários de trajetórias de concentração de CO2.
- SSP1-2.6: Cenário otimista em termos de emissões de gases de efeito estufa onde aumento de temperatura não ultrapassa os 2,0ºC até 2100;
- SSP3-7.0: Cenário intermediário de emissões de gases de efeito estufa onde o aumento médio de temperatura pode chegar à 3,6 °C até 2100;
- SSP5-8.5: Cenário de altas emissões de gases de efeito estufa, no qual o aumento médio de temperatura pode chegar à 4,4ºC até 2100.
Os três principais riscos que identificamos são:
- O aumento das temperaturas médias, que pode impactar nossos custos operacionais devido, principalmente, à maior necessidade de refrigeração dos equipamentos de rede. As altas temperaturas também podem levar a falhas nesses equipamentos e à redução de sua vida útil;
- O aumento na gravidade de eventos climáticos extremos, como inundações, tempestades e deslizamentos de terra, que podem danificar nossa infraestrutura e levar a interrupções nas nossas operações e serviços, impactando nossos clientes;
- A escassez de recursos naturais, que pode elevar o preço da eletricidade, insumo prioritário para a operação das redes de telecomunicações. Esse cenário elevaria nossos custos operacionais associados à energia.
Para gerenciar esses riscos, contamos com um Modelo de Gestão de Riscos, baseado na metodologia COSO ERM 2017 (Committee of Sponsoring Organizations, de la Comisión Treadway), que prevê o alinhamento da gestão de riscos com a estratégia da companhia, facilitando a priorização e o desenvolvimento de ações coordenadas frente aos riscos identificados.
A companhia possui uma Política de riscos aprovada pelo Conselho de Administração, e um procedimento de gestão de Riscos Corporativos, além de ter uma área dedicada de Continuidade do Negócio, orientada pelo Regulamento de Continuidade Global de Negócios (GBC), que prescreve a gestão preventiva dos riscos, garantindo a máxima resiliência de nossas operações diante de qualquer eventual interrupção.
As demandas para conter as mudanças climáticas também geram oportunidades, especialmente na transição para uma economia de baixo carbono, impulsionando novos modelos de negócio sustentável.
O relatório “SMARTer2030 – ICT Solution for 21st Century Challenges” destaca que a digitalização pode reduzir as emissões globais em 20% até 2030.
Por meio da digitalização, do uso de serviços de big data e da Internet das Coisas (IoT), empresas e sociedade podem fazer essa transição, escolhendo soluções digitais que reduzem as emissões de seus processos e atividades cotidianas.
Um exemplo disso é o Selo Eco Smart, que identifica os produtos e serviços comercializados pela Vivo que ajudam a reduzir as emissões de carbono dos clientes B2B. Esses produtos impulsionam a descarbonização por meio da tecnologia e da conexão digital.